Sei lá o porquê que eu pesei nisso ontem enquanto apreciava algumas fatias de abacaxi, depois de ter voltado de São Paulo, mas só sei que isso me serviu de inspiração pra escrever aqui.
Eu acho que estou a perceber (belo português de Portugal!) o lance do blog. Eu comecei a ter uma maior percepção do que me ocorre no dia-a-dia pra ter o que escrever aqui. E ontem isso ficou mais claro, quando exclamei pra mim mesmo, “Mano, eu gosto do miolo do abacaxi!”.
Daí depois disso, só começou a surgir besteiras, fiquei viajando mesmo, me perguntando meus gostos e tal. Só sei que cheguei em um ponto bastante estranho: como eu comemoraria um “touchdown”? Que idéia mais tosca essa. Agora, porque na hora eu pirei. Dancei como o Kramer e até tentei imitar a dancinha da Elaine (ambos de Seinfeld, minha série de TV favorita). Foi então que percebi que meus gostos foram moldando minha vida.
O que seria de mim se não gostasse do miolo do abacaxi? Talvez gostasse de tomate.
Da minha infância, posso tirar: e se eu gostasse da minha gravata borboleta e dos pulôveres que minha mãe fazia pra mim? Será que seria pra sempre o filhinho da mamãe? Não tentaria desobedecê-la? Seria um banana? Quem sabe?
Da minha adolescência: E se eu não gostasse de loira? Talvez gostasse de cerveja preta. (Pegadinha essa!).
E por que que eu não gosto disso ou daquilo? O que me levou a isso?
Sei lá.
É. Mas eu gosto de tal série, de tal banda, de tal comida, de tal bebida, de tal tipo de pessoa, até mesmo de tal disposição de sala. Por quê?
Ah, sei lá.
Mas do jeito que escolhi, hoje estou aqui, foi do jeito que vivi e é disso que somos feitos. Das nossas escolhas. Escolhi certo? Talvez. Mas e daí? Tanto faz, não tem como voltar atrás.
Ow, viajou, hein?
Mano, eu gosto do miolo do abacaxi!